Resumo
Em 2025 a Justiça do Trabalho registrou 2,47 milhões de novas ações, indicando um novo patamar de litigiosidade no pós‑pandemia. Um estudo mostra que três temas concentram a maior parte das disputas: horas extras (25,7%), verbas rescisórias (20,4%) e adicional de insalubridade (20,2%).
O estudo também aponta correlação entre o ambiente econômico e a judicialização, além de concentração dos processos entre grandes empregadores: as 100 empresas com maior volume responderam por 13,6% dos casos em 2025.
Quantos processos trabalhistas foram abertos em 2025?
Foram protocoladas 2,47 milhões de novas ações na Justiça do Trabalho em 2025, segundo levantamento da Predictus. Esse volume mostra retomada após a pandemia, porém permanece abaixo do pico anterior à Reforma Trabalhista de 2017.
Quais temas lideraram as demandas?
Os três temas que mais concentraram ações foram:
- Horas extras (25,7%);
- Verbas rescisórias (20,4%); e
- Adicional de insalubridade (20,2%).
Portanto, essas matérias representam aproximadamente dois terços das ações registradas no ano de 2025.
Horas extras:
A liderança das horas extras aponta para falhas no controle da jornada e no registro do ponto, elevando o risco de reclamações.
A gestão de jornada continua como foco recorrente de conflito entre empregadores e empregados.
Para reduzir exposições, empresas devem revisar políticas de controle de ponto, auditorias de jornada e capacitação de gestores.
Verbas rescisórias:
As disputas sobre verbas rescisórias decorrem de cálculo e pagamento de direitos no momento do desligamento, com divergências sobre férias, 13º, aviso e outras verbas. A matéria ganhou visibilidade após a Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017, sancionada em 13/07/2017), que alterou regras e modalidades de rescisão.
Quais outros temas aparecem com frequência?
Além dos três temas principais, aparecem com frequência pedidos de indenização por dano moral, multas previstas na CLT por atraso no pagamento de verbas rescisórias, disputas envolvendo FGTS e questionamentos sobre intervalo intrajornada.
Como o quadro econômico influencia a judicialização?
Com a melhora dos indicadores de emprego, trabalhadores tendem a buscar a Justiça com maior frequência. A percepção de segurança para reivindicar direitos cresce à medida que o desemprego recua.
Como os processos se distribuem entre as empresas?
A litigiosidade apresenta concentração: as 100 empresas com maior volume responderam por 13,6% dos casos em 2025. Ao mesmo tempo, milhões de empresas aparecem esporadicamente, apontando distribuição desigual do risco jurídico.
O que isso implica para a gestão das empresas?
O padrão de 2025 indica maior previsibilidade nas áreas de conflito, mas também reforça desafios persistentes em gestão de jornada, processos de rescisão e controles sobre insalubridade e FGTS. Investir em processos, documentação e auditoria preventiva reduz exposição a demandas.
Conclusão
O retrato de 2025 evidencia que, mesmo com o ambiente regulatório estabilizado após a reforma, a Justiça do Trabalho segue como arena central de resolução de disputas. Os empresários precisam priorizar controles de jornada, padronização de rescisões e revisão de procedimentos relativos a insalubridade e FGTS.
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