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Contador, um “mal necessário”?

Contador, um “mal necessário”?

A contabilidade vem passando por grandes transformações no Brasil e no mundo, mas ainda tem muitas pessoas que acreditam que o contador seja um “mal necessário”. Este artigo tem como objetivo fazer algumas reflexões a respeito dessa percepção, que tem raízes históricas muito antigas.

Contexto

Você já deve saber que a legislação brasileira obriga que todas as empresas mantenham a contabilidade escriturada por um contador habilitado no CRC, correto? Você já parou para pensar que talvez essa seja a origem do problema?

É isso mesmo. Nos países mais desenvolvidos, onde a contabilidade não necessariamente precisa ser escriturada por um contador, a profissão contábil, por incrível que pareça, é mais valorizada do que nos países em que há essa obrigatoriedade legal.

Mas por que isso ocorre?

Bem… provavelmente nesses países em que não há uma obrigatoriedade legal, os contadores precisam de fato agregar valor ao negócio. Já nos países em que a lei obriga a contratação de um contador, não há tanto incentivo para que a classe contábil no geral tenha essa visão de agregar valor ao cliente.

No Brasil, temos um outro fator complicador. Existem inúmeras obrigações acessórias que as empresas precisam enviar ao fisco, o que torna a vida do empresário mais burocrática do que em outros países.

Ou seja, o contador no Brasil acaba dedicando uma boa parte do seu tempo no cumprimento dessas obrigações acessórias.

Qual o papel do contador nos países mais desenvolvidos?

A contabilidade é uma ciência que estuda, do ponto de vista teórico e prático, os aspectos econômico-financeiros e patrimoniais de uma entidade, assim como o médico estuda aspectos relacionados à saúde humana. Em outras palavras, o contador está para as empresas assim como o médico está para seus pacientes.

Considerando a extensa área de conhecimento das ciências contábeis, o contador está apto a:

  • Produzir relatórios gerenciais;
  • Analisar dados econômico-financeiros;
  • Analisar riscos do negócio;
  • Assegurar boas práticas de governança corporativa;
  • Realizar planejamentos tributários;
  • Realizar e acompanhar planos orçamentários;
  • Realizar projeções e modelagem financeira;
  • Dentre diversas outras…

Outra reflexão importante: será que o empresário brasileiro está capacitado para gerir uma empresa com base em fundamentos econômico-financeiros sólidos? E o contador, está capacitado para ajudar o empresário nessa capacitação?

Qual o papel do contador no Brasil?

No geral, temos visto que o segmento contábil tem se esforçado para agregar cada vez mais valor aos clientes. A tendência é que os contadores no Brasil evoluam na mesma direção que em outros países mais desenvolvidos, com o fator adicional de que ainda precisam lidar com uma carga elevada de obrigações acessórias.

Dessa forma, no Brasil temos os seguintes tipos de contadores:

  1. Aqueles que fazem o mínimo necessário para atender as exigências do fisco (ou seja, o “mal necessário”)
  2. Aqueles que, além de atender as exigências do fisco, agregam valor de verdade aos clientes (ou seja, o “contador de verdade”)

Existe uma tendência de o governo transferir o papel da fiscalização para o próprio contribuinte e é por isso que existem tantas obrigações acessórias atualmente no Brasil. No entanto, a classe contábil vem lutando em favor da desburocratização fiscal, o que contribuirá para a valorização da profissão contábil e permitirá que os contadores agreguem cada vez mais valor à sociedade.

É por isso que acreditamos que os contadores que só se preocupam com o “mínimo necessário” estão fadados ao fracasso. A única razão pela qual eles ainda existem é pelo fato de que eles oferecerem honorários muito baratos. Mas que tipo de empresário contrata este tipo de contador? Aqueles que querem pagar barato pois não compreendem a importância do contador para a empresa.

Além disso, para que o contador consiga agregar valor aos seus clientes, não basta ter vontade. É necessário que a empresa de contabilidade esteja estruturada de tal forma que as rotinas de processamento sejam totalmente automatizadas, de forma a minimizar o esforço do contador em atividades que não agregam valor aos clientes (burocracia) e maximizar os esforços em atividades mais importantes.

Portanto, o empresário brasileiro precisa ter muita cautela ao contratar uma empresa de contabilidade pois elas não são “todas iguais”.

Mas como distinguir um contador “mal necessário” daquele “contador de verdade”? É fácil – basta seguir os 6 passos para comparar diferentes escritórios de contabilidade.

Ficou com alguma dúvida? Venha conversar conosco e podemos te mostrar na prática Como Nós Trabalhamos!